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Edifícios sustentáveis e arquitetura inteligente

O principal pilar da sustentabilidade é a energia limpa. A arquitetura inteligente tem prestado atenção no tema: cada vez é mais comum a construção de edifícios eficientes energeticamente. Com frequência são desenvolvidas maneiras de reduzir os gastos energéticos e formas menos poluentes de gerar energia. As novas construções estão atentas às tendências e procuram aliar a funcionalidade com a arquitetura sustentável.

A arquitetura verde é uma ferramenta muito eficiente para planejar edifícios que tenham baixo consumo energético. Ou mesmo os que sejam autossuficientes energeticamente, quando aliada às tecnologias corretas. Os edifícios de energia zero são edifícios com “consumo zero” de energia, ou seja, o gasto é igual à quantidade de energia renovável produzida no local ou adquirida de outras fontes de energia renováveis.

“O que torna um edifício eficiente energeticamente? Projetos arquitetônicos inteligentes são capazes de reduzir o consumo de energia. Além da utilização da luz natural e do isolamento térmico, a energia fotovoltaica está entre as estratégias mais utilizadas para sustentabilidade”.

O aspecto mais importante para a sustentabilidade desses condomínios é a própria produção de energia. Ela deva ser oriunda de fontes renováveis e limpas, como solar, eólica e geotérmica.

Atualmente, a regulação brasileira não prevê venda da energia renovável excedente produzida no local para a rede pública. Mas há um modelo de compensação de créditos. Este é o caso dos sistema on-grid, em que o consumidor fica com créditos que podem ser aplicados para diminuir a conta de luz. Esses créditos podem ser utilizados dentro de 60 meses e podem ser transferidos para compensar o consumo de outros locais. O único preceito é que o titular seja o mesmo, assim como atendidos pela mesma distribuidora de energia.

Vale lembrar que a autoprodução de energia é apenas metade do caminho. Para serem verdadeiramente sustentáveis os edifícios também devem levar em consideração a gestão da água, resíduos, acessibilidade, entre outras. E os benefícios da arquitetura sustentável são muitos: qualidade de vida, menor impacto ambiental, aproveitamento dos recursos naturais, projetos arquitetônicos que pensam no consumo de energia elétrica, utilização de materiais ecológicos, aproveitamento da água da chuva e muitos outros.

Como construir um edifícil sustentável?

Para atingir esse patamar, as edificações devem aliar aspectos de desenhos arquitetônicos buscando a eficiência. Com projetos arquitetônicos é possível reduzir a iluminação artificial e a necessidade de sistemas de climatização.

Todos os elementos interdependem e jogam em conjunto na hora de projetar um edifício net zero energy. Leva-se em consideração desde a dimensão e posicionamento de janelas, orientação solar, isolamento térmico nas paredes e tetos, portas, até adequado dimensionamento e planeamento de varandas, abas e lajes, etc. Alguns desses elementos são fáceis de identificar e você pode notar em sua residência. Você já reparou que aquele cômodo da sua casa em que há maior incidência solar tende a ficar mais quentinho mesmo quando o sol vai embora?

Uma iluminação natural suficiente na maioria das vezes é capaz de economizar energia. Além disso, ela pode gerar conforto e não sobrecarregar os sistemas de climatização. No entanto, não é tão simples quanto parece. Maior aproveitamento da luz solar pode aumentar significativamente a carga térmica no mesmo instante, por incidência direta do sol, por isso deve haver a necessidade de um estudo completo por profissionais adequados, entendendo as reais necessidades do edifício.

Novas tecnologias e materiais de construção têm ajudado empresas de engenharia e construção a colocar em prática projetos de alta eficiência energética, como vidros que permitem passagem de luz, mas retêm uma parte do calor; tintas, revestimentos e isolamentos que reduzem a transmissão de calor; materiais que retêm o calor externo durante o dia e liberam para o ambiente à noite, painéis solares mais eficientes, que conseguem gerar cada vez mais energia por m².

As estratégias mais utilizadas

O controle da iluminação por zona e aplicação é essencial para qualquer projeto de edifício eficiente energeticamente. Algumas edificações utilizam o controle automático de persianas para aproveitar a iluminação natural e gerenciar o calor no ambiente, com redução do consumo do sistema de iluminação artificial e de climatização. Outra opção é proteger a área externa com sombreamento das áreas envidraçadas para reduzir da entrada de calor.

Usar materiais de alta inércia térmica permite abrandar picos de temperatura externa e atrasar o pico máximo e mínimo na temperatura interna. Além disso, uma boa orientação da edificação e posicionamento das aberturas permite o uso da ventilação natural de maneira inteligente.

Para a produção de energia elétrica, há principalmente a geração por meio de células fotovoltaicas ou turbinas eólicas, visando melhor uso de áreas para geração de energia, como telhados, áreas de lazer e estacionamentos.

Edifícios de alta eficiência energética ainda são muito raros. Contudo, cada vez mais surgem projetos arquitetônicos eficientes que podem reduzir o consumo rumo à autonomia energética em edifícios.

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